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Desde pequena eu nunca gostei de ser mandada. por ninguém.nunca achei que tinha só que brincar de boneca, apesar de brincar. mas as minhas brincadeiras favoritas era subir arvore, cair do escorrega. até os 10 anos minha canela era toda roxa de tanto que eu me “machucava” brincando. eu nunca quis aprender a cozinhar com a minha vó materna, minha admiração era a minha avó paterna, ela não sabia cozinhar, era dona de várias empresas com meu vô. desde 1950 era uma mulher moderna, que teve 4 filhos, mas  colocou babas pra cuidar deles. Era minha ídola. 

Eu nasci em 1987, não exatamente 1950 , mais crescer nos anos 90 ainda era bem machista como ainda é hoje. era esperado que eu casasse virgem que nem a minha mãe. fui batizada e estudei a vida inteira em escola católica. quando dei meu primeiro beijo aos 13 anos eu achei que tinha feito um pecado. não dormi a noite toda. obrigado bíblia. 

Quando virei mais adolescente aos 16 anos nunca entendi porque o fato de ficar com  o mesmo numero de garotos que um menino ficava me fazia uma vagabunda. me desvalorizava. como? estamos fazendo a mesma coisa, sendo feliz, se divertindo, sendo jovens. pra um garoto tudo bem sendo jovem, pra uma menina você virou a prostituta da rua. ou quase isso. me fez chorar muitas noites. não faz mais. porque eu aprendi que o valor está em mim e não no que pessoas falam. pessoas não sabem de nada.

Então eu cresci um pouco e mais e conheci meu marido. Aí eu senti toda uma sociedade machista vindo pra cima de mim. e você pergunta porque? porque não somos exatamente um casal normal. normal de acordo com a sociedade machista. ele que cozinha eu não. ele que limpa a casa, eu ajudo com o que eu sei. em 9 anos juntos ele sempre fez as coisas que as pessoas consideram femininas e eu não. e isso sempre gerou comentários. 

porque a sociedade sempre quer mandar em você. dizer como você deve fazer as coisas. de forma indireta ou direta mesmo. desde da infância até como levar um casamento existe coisa de menino e coisa de menina. tão 1950. mas estamos em pleno seculo 21.

Eu, meu marido e qualquer um devem e podem fazer e viver do jeito que quiser. sem ter que escutar coisas do tipo ” ela que usa calça no relacionamento”. CADA UM USA O QUISER. está na hora da sociedade dar um passo pra trás. 

EU SOU FEMINISTA. eu vou viver a minha vida do meu jeito. eu sou feminista e vou lutar pelo direito de minhas filhas não serem chamadas de fáceis por terem beijado um garoto. eu sou feminista e eu não estou indo a lugar nenhum. eu sou feminista e vou lutar.

Raquel Link

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